Cap. 1 – Eu só quero dizer uma coisa

Capítulo 1, 06 de Janeiro de 2021. 02:15, cansada.

Detesto depender das redes sociais e não poder me desapegar delas totalmente. Acabei criando um desejo pessoal de poder me desligar das redes sociais por tempo indeterminado. Mas não posso pois dependo delas… literalmente. Meu trabalho é nas redes sociais.

Aparentemente, estar nesse universo paralelo de sociedade é quase obrigatório. Pois é por aqui que você precisa manter contato com as pessoas. É por aqui que você se informa do que está acontecendo.

Admito que uso sim minhas redes sociais quase todos os dias, mas não uso porque simplesmente quero e gosto. Mas sim porque existe uma pressão invisível que de vez em quando bate na minha porta introvertida e diz “ei, já faz 6 meses que você não posta uma foto nova no instagram”, “como assim você não usa o Facebook?” e até “vi que não postou storys faz uns dias, você está bem?”

Sim, eu estou bem. Acredite! E ficaria ainda melhor se conseguisse aproveitar mais a vida fora do mundo virtual.


Esse ano tomei a decisão de foca e investir meu tempo no meu blog (esse no qual você está). E decidir fazer isso com tudo! Fiz contas para o blog em várias contas sociais, e mesmo usando só duas delas, eu me sinto muito sobrecarregada. No final do dia, eu percebo que fiquei o dia todo no celular ou no computador “trabalhando” nas redes sociais e sinto que perdi um parcela da minha vida. E agora posso não estar ainda me questionando, mas um dia desses eu vou estar tão cansada que vou parar e analisar se vale mesmo a pena.

Pois tenho medo.


Estou com medo de me ver sendo sugada todos os dias pela vida virtual e acabar deixando passa a vida real. E eis que pergunto, quais dessas vidas vale mais a pena viver?

A vida virtual ou a vida real?


E eu já respondo porque comigo não tem essa.
Prefiro mil vezes a vida real sabe? Sentir, tocar, olhar… usar todas os nossos sentidos e sensações. Isso é roubado de nós no mundo virtual. Mesmo que por ele você possa estar em todos os lugares sem esforço e fazer várias coisas ao mesmo tempo, qual é a graça disso tudo se você não pode sentir o cheiro da brisa daquela paisagem que você está vendo em uma foto do instagram, ou sentir o sabor daquele belo prato de comida que apareceu num anúncio do YouTube.

As vezes sinto que quanto mais a gente se insere nesse mundo, mas “robótico” a gente fica. Frios.

É tanto tempo do dia sem sentir nada real, que chega num momento que não sente mais nada. E aí? Como faz?

Como sair de algo que dependemos?

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