e aí, criando muita paranoia? . . .

⌕ · Bem vindoㅤ✦ㅤBlog por Elly Melo
⊰ escrito em ༄ 08 ∶ 12 ∶ 2019 ‹

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Assim como no texto do Perfeccionismo, esse texto também foi escrito há um tempo e estou compartilhado aqui com vocês. E sobre o texto de hoje, vim falar de um assunto muito interessante e acredito que todos deveriam ter conhecimento, é utilidade pública. O tema de hoje, eu conheci por meio de um vídeo no Youtube, no qual fala sobre a Teoria do apego.


A teoria é de um estudo feito por volta dos anos 80 que diz sobre padrões de relacionamento que nós temos com nossos parceiros. E por ele descobrir porque não conseguimos ter um relacionamento longo. Não vou me aprofundar muito sobre o contexto histórico para não ficar muito cansativo, nas se caso quiserem saber mais, basta assistir o vídeo aqui.

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Questionário

Antes de falar sobre o que é a Teoria, quero propor um pequeno teste para descobrir quais dos três (ou mais) tipos você mais se identifica.

Tipo A ⊹
“Eu acho relativamente fácil me aproximar de outras pessoas e eu não fico desconfortável em depender deles ou de tê-los dependentes de mim. Eu não fico pensando se vou ser abandonado ou se alguém vai chegar perto demais de mim.”

[ ]

Tipo B ⊹
“Eu acho que os outros estão relutantes de chegar perto de mim tanto quanto eu gostaria. Muitas vezes eu me preocupo com o fato do meu parceiro não me amar de verdade ou não querer ficar mais comigo. Eu quero muito ficar perto do meu parceiro e isso as vezes assusta as pessoas.”

[ ]

Tipo C ⊹
“Eu me sinto um pouco desconfortável em estar perto dos outros. Eu acho difícil confiar neles completamente e é difícil me permitir depender deles. Eu fico desconfortável quando alguém chega perto demais de mim. E muitas vezes os outros querem que eu seja mais íntimo do que me sinto confortável sendo.”

[ ]

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Qual é o seu tipo?

Tipo A: Seguro

O tipo seguro é o tipo de pessoa que tem facilidade de se abrir para as pessoas e também de se fechar. Não é uma pessoa paranoica que fica criado teorias da conspiração de que está sendo traído ou fica esperando o término do relacionamento.

O Tipo seguro é considerado o tipo mais saudável e também é o perfil que menos pessoas se identificam k.

Tipo B: Ansioso

O perfil ansioso é a pessoa que quer ficar mais perto de parceire mas se sente relutante pois tem medo de assustar a pessoa por parecerem muito desesperado e inseguro. Também é o tipo que está sempre querendo muita atenção de seu companheiro e pira nas paranoias, e frases como essas podem ser comuns:

“Meu Deus, um vácuo de 5 minutos! será que ele não gosta mais de mim?”

“Meu Deus, você já não me ama mais como no primeiro encontro.”

“Aconteceu algo? você está estranha… mandei uma mensagem faz 10 minutos e você ainda não visualizou.”

Tipo C: Distante

O perfil distante é composto pelo tipo de pessoa que não fica confortável quando alguém tenta se aproximar demais. As vezes é considerado insensível por não demonstrar muito afeto, e é profissional em autossabotagem, pois tende a se afastar sempre quando se sente “sufocado”.

Já se identificaram com seu tipo? pois calma que não terminou.

Uma curiosidade muito interessante sobre esse teste é que maioria das pessoas vão se identificar com o tipo B e/ou C, e isso tem um motivo. As pessoas que são do perfil B/C tem uma coisa em comum, que é não saber lidar muito bem com conexões profundas. Além disso, esse dois tipos têm padrões de comportamento que remontam padrões da infância… muitas vezes traumas, e é isso que vamos descobrir no próximo tópico.

E você que é tipo A, não precisa sair do post. Pode continuar lendo pra saber mais sobre, vai que um dia você se relaciona com uma pessoa tipo B ou C?

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Como assim remontam comportamento da infância?

Então, segundo os estudos dessa teoria, os padrões B e C possivelmente sofreram algum tipo de trauma na infância que acabou refletindo na pessoa que é hoje. Por esse motivo traumático na infância, esses dois padrões ligam “conexão” igual a “dor”, pois esses padrões foram criados ou viveram com cuidadores (pai, mãe, vó, vô, tia, tio, etc) que estavam FISICAMENTE presentes, mas EMOCIONALMENTE distantes e por isso as crianças que tiveram esse tipo de tratamento entenderam que se conectar emocionalmente com alguém que não está ali, machuca. (Vale ressaltar que não existe culpado! seus cuidadores também devem ter passado pela mesma coisa, e por não terem conhecimento de que essas atitudes são ruins, acabam reproduzindo)

E esses dois padrões no início da relação costumam investir muito, mas com o tempo começam a negligenciar, ou seja, começam a não dar tanto valor ou dar valor surtar até demais.

E ter essas coisas não te torna um pessoa ruim, na verdade só mostra que você está machucado. E que você precisa identificar quando surgiu esse trauma da infância para que estão possa tentar reparar e ser curado, e então possa melhorar suas relações daqui pra frente. Tudo é questão de identificar o problema e evoluir como pessoa, tendo principalmente mais conhecimento sobre você mesmo.

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Traumas

Antes de começar a falar dos traumas, preciso salientar de que, talvez não tenham percebido, mas normalmente pessoas do tipo B se relacionam com pessoas do tipo C e vice-versa. E essa informação é importante para que vocês entendam mais ou menos como funciona o relacionamento entre esses dois perfis.

Os do tipo B teoricamente foram expostas a uma perda ou rompimento de forma inesperada por um cuidador ou uma pessoa próxima importante que de repente sumiu da vida dessa criança, e essa criança desenvolve uma ansiedade baseada de que uma hora ou outra aquela pessoa no qual ela é próxima vai abandoná-la. E quando tiver mais idade, isso deixa a pessoa tipo B extremamente ansiosa aguardando que o relacionamento acabe a qualquer momento.

Num relacionamento entre o perfil Ansioso (B) e Distante (C), chega num momento que a pessoa Ansiosa (B) começa criar várias paranoias nocivas e obrigando seu parceiro (C) a dar mais atenção para ela(e). O que pode deixar a entender para seu amado(a) que é uma pessoa insegura, que não confia nele e acaba sufocando a outra pessoa. As vezes falando coisas como:

“Você gostava mais de mim no começo.”
“Você não me dá mais atenção.”
“Você não me dá carinho.”
“Você não liga mais pra mim.”

E a pessoa C vai achar que a outra pessoa é controladora, maluca, desequilibrada, manipuladora e por aí vai.

Agora sobre a pessoa do tipo distante (C), quando encontra o amor (seja tipo C ou A) e começa a ser “amado demais” ele começa a se distanciar porque não está acostumado a receber “tanto amor”, exatamente por ter passado por uma possível infância no qual não recebeu muito amor e carinho de seus pais, que estavam fisicamente presentes mas emocionalmente distantes.

Um exemplo de término entre esses dois padrões que pode acontecer, é o tipo Ansioso (B) decidir terminar porque não se sente valorizado, e então o tipo Distante (C) percebe que vai perder todo aquele amor que achava que estava sendo soterrado, e promete mudar e dar mais atenção para seu parceiro, mas com o tempo tudo se repete até que um dia terminam de vez.

Observação

Uma pessoa não precisa necessariamente fazer parte de um tipo específico. Você pode fazer parte dos dois perfis, mas agir mais o tipo Ansioso numa relação e um tipo Distante em outra, isso tudo vai depender do seu parceiro(a). exemplo:

• Se seu amado for Ansioso, o teu lado Distante pode surgir.
• Se sua amada for Distante, o teu lado Ansioso pode aparecer.

Mas e o tipo A…

O tipo A, que é visto como seguro também se acha menos amado, também se sente sufocado por amor, se distancia e também fica ansioso, mas a única coisa que o tipo A não faz, é se basear nos seus traumas de infância em relacionamento atuais.

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Opinião pessoal e conclusão

Particularmente decidi escrever o blog sobre esse assunto pois eu me identifiquei com o tipo B e C, e estou tentando aprender com isso e ser mais como o tipo A, mas tentando mesmo… o importante é se esforçar né? e sobre esse assunto, mais precisamente, eu já agir das duas formas e só depois de ver o vídeo eu pude identificar que eu tinha sido a responsável pelo fim do meu último relacionamento. Coisa que eu não sabia e não fazia ideia que era algo ruim na relação, mas que agora que descobri, estou trabalhando e me segurando mais para que nenhum dos dois lados apareçam demais. Tudo é questão de equilibro e superar os traumas do passado.

E se você também identificou algum erro no passado e está pensando em voltar pra consertar, espere! antes de tentar algo eu gostaria de citar um trecho que a Monja Coen falou num podcast, que foi o seguinte: “o passado deve ficar no passado, e que devemos usar nossos erros como aprendizado para não errar novamente no futuro”. Acho que não preciso explicar o que ela quis dizer né?

E é basicamente isso. A vida é assim! é errando que se aprende. E invés de pensar no passado e ficar remoendo o que já aconteceu e passou, é passado, por que não se preparar para ser uma pessoa melhor no futuro? Hoje aprendemos algo novo, olha que legal! não é incrível? então não vamos nos cobrar nada além de evolução, e seguir em frente. ♡

ps: acredito que essa teoria vale para outras relações além das amorosas, como as de amizade.

Au revoir
⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀⠀ ~ Elly





























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